quarta-feira, 26 de maio de 2010

sábado, 1 de agosto de 2009

UMA VIDA PARA VIVER E UMA PESSOA PARA AMAR

“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol.”
Eclesiastes 9:9

A expressão “Goza a vida com a mulher que amas” iniciada pela tradução da 2ª p.s do imperativo do verbo “Ver” em hebraico. Este verbo pode denotar o significado: observar, considerar, conhecer, inspecionar. Isto nos leva a considerar o imperativo deste verbo como estimulo á vida conjugal como um todo. Uma tradução sugerida para esta expressão que conotaria melhor o significado desta frase poderia ser “viva a vida com a mulher que amas,”
Outra expressão importante neste versículo “todos os dias da tua vida fugaz” aparece quase que repetida integralmente neste versículo. A única exceção, é a não repetição da expressão “tua vida”, vejamos: “todos os teus dias fugazes”. Note que o pregador usa essas expressões “dias da tua vida” e “todos os teus dias” como uma forma de enfatizar a intensidade com que se deve viver a vida com a mulher que se ama. Em outras palavras; o pregador está nos dizendo, que devido a fugacidade de nossa vida, nós devemos viver intensamente todos os momentos de todos os nossos dias de toda a nossa vida com a mulher que amamos.
Quando associamos à intencionalidade autoral anterior a frase seguinte “... esta é a tua porção nesta vida.” Observamos que o autor propõe que o usufruto desta porção declarada no texto é que deve ser realizado de forma intensa. Neste caso devemos identificar qual seria o significado de “esta porção”. Nesta frase a expressão nesta vida quer se referir à parte de um todo, a uma herança, a uma possessão. Pelo contexto, a expressão tem a conotação de posse, algo de direito. A mulher que ama parece ser a única coisa que realmente lhe pertence por direito. É o bem pelo qual o homem se afadiga. No entanto, a vida é também um dom de Deus ao homem. E olhando pelo contexto de todo o capitulo onde se diz que a morte é o destino comum a todos os homens e ainda que a vida é melhor que a morte e completando este pensamento o pregador nos informa que a vida quantitativamente é fugaz. Concluímos que a porção nesta vida a que o pregador se refere é tanto a vida que temos para viver quanto a pessoa que temos para amar nesta vida.
Assim o pregador nos diz que devemos viver prazerosamente e intensamente a vida que temos para viver aqui debaixo deste sol. E viver esta vida com a pessoa que amamos de maneira também prazerosa e intensa, pois no além não há projetos, conhecimentos, sabedoria ou qualquer tipo de realização.

Esta é a conclusão que chegaram os pesquisadores britânicos. A pesquisa foi conduzida por uma revista chamada Top Sante, especializada em medicina.Segundo dados da pesquisa, onde duas mil mulheres foram entrevistadas, dois terços afirmaram que a melhor relação que tiveram em sua vida foi com o marido. Outro dado interessante: após 14 anos de casamento, 63 por cento das mulheres desejam o marido sexualmente. 93 por cento das entrevistadas, também estavam satisfeitas com a virilidade do ‘maridão’. Mais da metade achavam o corpo do marido ‘simplesmente maravilhoso’. 95 por cento disseram que a fidelidade no casamento era muito importante para a duração da relação.
Pesquisas sérias como essa, mostram que o casamento é o lugar correto para uma plena satisfação sexual do homem e da mulher. Quando Deus planejou o casamento, um dos seus propósitos era, sem dúvida, que homem e mulher tivessem prazer sexual. O sexo foi criado por Deus para a realização dos cônjuges. Como igreja cristã, deixamos por muitos anos, de dar esta ênfase para os casais. Precisamos ensiná-los de que é da vontade de Deus que se realizem sexualmente no casamento! Precisamos resgatar o sentido do livro de Cantares de Salomão e aplicá-lo ao contexto da vida conjugal. Sexo é para procriação sim, mas também para a satisfação.
Muitos casais cristãos estão frustrados na vida sexual porque ainda pensam que Deus desaprova as relações que não têm o propósito da procriação. Sexo prazeroso, sem culpa, terapêutico e rejuvenescedor, só no casamento!